Quinta, 17 de Outubro de 2019

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Encontro regional enfatiza protagonismo do Sinfac-SP na luta pela ESC

19/06/2019 - Fomento

Os discursos e as palestras proferidos durante o “IX Encontro Regional dos Empresários de Fomento Comercial Factoring do Estado de São Paulo”, evento realizado em 14 de junho, em Campinas, não só esclareceram uma série de dúvidas dos empresários, mas também deixaram duas certezas.

A primeira foi que a Empresa Simples de Crédito – que desde 4 de junho faz parte da base representativa do SINFAC-SP – é o futuro do setor, devendo expandir-se rapidamente pelo Brasil e consolidando-se como uma opção de crédito barato. E a segunda: o Sindicato teve papel decisivo na trajetória entre a concepção da ideia, em 15 de agosto de 2013, e a sanção do projeto, em 24 de abril passado.

“O potencial da ESC é enorme, pois todos os que têm uma factoring poderão, paralelamente, abrir uma ESC para aumentar o seu leque de produtos. Isto permitirá fazer operações de empréstimos com garantias, procedimento que o factoring não pode realizar”, afirmou o presidente do SINFAC-SP, Hamilton de Brito Junior (Credere Consultoria e Fomento Comercial), durante seu discurso de abertura.

O dirigente também projetou que até o final de 2020 o mercado terá entre 1,5 mil e 2 mil ESCs já abertas em todo o território nacional. No dia do evento o mercado já registrava a abertura de 64 ESCs no país.

Hamilton relembrou a linha do tempo que marcou todo o envolvimento do SINFAC-SP no surgimento da ESC, desde a histórica reunião, seis anos atrás, com o hoje assessor do Ministério da Economia, Guilherme Afif Domingos, então ministro da Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa, até a presença em Brasília, durante a cerimônia de sanção presidencial.

Além disso, reiterou o fundamental apoio de personalidades como Walter Ihoshi (presidente da JUCESP), Guilherme Campos (diretor de administração e finanças do SEBRAE-SP), Jorginho Mello (senador) e Laércio Oliveira (deputado federal).

“O SINFAC-SP sempre teve um grande protagonismo para que essa lei viesse a nascer. Participamos da concepção do projeto e atuamos incansavelmente durante seis anos”, salientou o líder sindical, que ao final de sua explanação, demonstrou sua profunda admiração por Afif, entregando a ele um pergaminho com dizeres alusivos aos esforços empreendidos pela aprovação da ESC.

Na sequência, Afif agradeceu ao SINFAC-SP pela homenagem e a dividiu com todos os que deram a sua colaboração para a aprovação da ESC. “Ninguém faz nada sozinho. Não faz. É preciso contar com um grupo de pessoas convencidas de que aquele é o objetivo”, enfatizou.

O assessor do Ministério lembrou das conversas que manteve com parlamentares e especialmente com o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, por conta do veto do governo federal à ESC, no final de outubro de 2016 – "Ilan, vocês hoje prestigiam a agiotagem, não é? E nós queremos é concorrer com a agiotagem, nós não somos agiotas. Agiota é quem cobra 350% no juro do cartão de crédito ou do cheque especial”.

Mais recentemente, em reunião com o presidente do Banco do Brasil, Afif cobrou do gestor uma posição positiva em torno da ESC. Eu disse a ele: “Vocês têm que ser os indutores das ESCs, porque elas não concorrem com vocês, que não conseguem chegar nos pequenos. A ESC vai funcionar usando os serviços bancários, fazendo débito, crédito e emissão de boletos.

“A ESC que vai resolver o problema do país? Não. Nós temos um conjunto de ações libertárias, não é? E devemos entender que o mercado regula as coisas, e eu acredito no mercado, nas forças livres de mercado, e a ESC já nasce desregulamentada, com o mínimo de regulamentação, que existe apenas para estabelecermos um limite”, ponderou Afif, conclamando o SEBRAE para ajudar a divulgar em todo o país esta nova modalidade de negócio.

Em seguida, o diretor de administração e finanças do SEBRAE-SP, Guilherme Campos, falou rapidamente sobre crédito no Brasil e como a ESC poderá transformar este cenário.

“A ESC foi a grande vitória das micro e pequenas empresas, dos empreendedores, de Guilherme Afif Domingos, que foi um dos grandes propulsores desse processo. O SEBRAE agora tem a missão de propagar e, juntamente com o SINFAC-SP, viabilizar a aplicação desses recursos pelo Brasil inteiro. A ESC vai ser uma revolução no crédito para os empreendedores do Brasil”, complementou.

Já a vice-presidente da JUCESP e da Associação Comercial e Industrial de Campinas, Adriana Flosi, lembrou do trabalho desenvolvido por Afif e Guilherme Campos em prol do empreendedor. Comentou sobre o desafio de transformar a Junta Comercial em uma Junta 100% digital.

“Quando nós chegamos, em janeiro, o processo de abertura de uma empresa na Junta levava em torno de quatro dias, e agora nós já estamos com um dia e meio. A nossa meta, mesmo dentro do sistema que ainda temos, é que este tempo caia para 24 horas.

De acordo com Adriana, que representou o presidente da JUCESP, Walter Ihoshi, “a orientação dada a todos é para que a ESC seja difundida, pois ela é essencial para o crescimento da economia, onde 99% das empresas são micro e pequenas, que buscam crédito a preço justo”.

“O Mercado de Crédito e o Cadastro Positivo”

Esta foi a palestra proferida pelo economista e gerente de indicadores econômicos e inteligência de mercado da Boa Vista Serviços, Flavio Calife, e pela coordenadora de produtos pessoa jurídica da empresa, Gabriela Peres da Silva. Ambos explicaram mais detalhes sobre a ferramenta que auxilia as empresas na hora de conceder crédito.

O especialista abordou temas do momento, como open banking e pagamentos instantâneos, que já estão na mira para regulamentação, já no próximo ano, pelo Banco Central.

Segundo o economista, à medida que o Cadastro Positivo traz o histórico de crédito e de pagamento de uma empresa ao longo do tempo, mostra que ela tem ou não capacidade de pagar, de cumprir seus compromissos. Mesmo que ela não tenha garantias, se conseguir mostrar ser boa pagadora, consegue obter crédito”, disse, reforçando que quanto mais informações estiverem disponíveis, melhor vai poder ser a medição do score de crédito.

“O Cadastro Positivo permite informações sobre empréstimos e financiamentos no dia a dia, mas não que se acessem dados de investimento e previdência e determinadas operações. O Cadastro Positivo é “opt-out”, e todos nós estaremos participando dele a partir do dia 9 de julho, ou seja, cerca de 100 milhões de pessoas terão automaticamente seus dados sendo compartilhados nesta ferramenta”, explicou.

“Constituição da ESC”

Em rápidas palavras, a gerente administrativo financeiro do SINFAC-SP, Cristina Engels Rodrigues, explicou os detalhes sobre a “Constituição da ESC - Procedimentos Junto aos Órgãos Públicos”.

Ela reiterou que a ESC traz características próprias, que precisam ser obedecidas para evitar problemas com a Receita Federal. Ela também abordou o Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração (DREI), que impede e limita a abertura de estabelecimentos, visto que a ESC não pode ter filiais.

Painel ESC

O evento também contou com o painel “ESC – Empresa Simples de Crédito”, com o consultor jurídico do SINFAC-SP, Alexandre Fuchs das Neves, que explicou todas as etapas do funcionamento da nova modalidade de negócio.

O especialista começou a apresentação já deixando claro que a ESC não é um minibanco, como muitos ainda pensam erroneamente, “por um detalhe muito simples: a atividade bancária faz, por excelência, a intermediação de recursos de terceiros, enquanto a ESC não pode captar recursos de terceiros, seja de forma direta ou indireta”.

Fuchs explicou que a ESC pratica três tipos de contratos de modalidade de crédito: empréstimo, financiamento e desconto de títulos de crédito.

O advogado ressaltou que a ESC é uma estrutura que veio somar-se à da factoring, pois agrega muito na operação do dia a dia, permitindo operações antes proibidas.

“Por outro lado, a ESC vai fazer com que o factoring, que hoje trabalha com uma régua um pouquinho mais alta, busque um cliente hoje em patamar um pouquinho mais baixo entre as micro e pequenas empresas. Esse setor é absolutamente carente de recursos. Ele tem acesso a uma linha de crédito com cheque especial e cartão, a taxas que ultrapassam 300%”, argumentou.

Por fim, os empresários conheceram mais detalhes do “Funcionamento da ESC”, por meio da apresentação de software gestor, modelos operacionais e registradora de créditos”, com apresentações de Daniela Sanchez Andrei (CERC) e Ricardo Barros Mendes (RBM Software).

A palestrante explicou que uma registradora de ativos financeiros é o lugar onde as operações realizadas pelas Empresas Simples de Crédito têm de ser registradas, de acordo com determinação do Banco Central.

“A CERC é uma registradora autorizada pelo Banco Central, e somos parceiros das ESCs, para que possam operar com segurança neste novo setor que se inicia”, frisou Daniela.

Já Ricardo Barros, sócio-diretor da software house mineira RBM Web, parceira do SINFAC-SP, explicou aos empresários que a ESC precisa de um sistema de gestão atualizado com as normas e integrado a alguma registradora, como a CERC.

“As empresas associadas ao SINFAC-SP terão desconto de 50% na assinatura de solução desenvolvida por nossa empresa para aderência às operações de Empresa Simples de Crédito”, afirmou.

Confira AQUI o vídeo com a íntegra do evento.

Assista AQUI o vídeo de entrevistas com convidados.

Acesse AQUI as fotos do Encontro.

Fonte: Reperkut

https://www.sinfacsp.com.br/noticia/encontro-regional-enfatiza-protagonismo-do-sinfac-sp-na-luta-pela-esc

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