
Por baixo do capô do novo Desenrola há uma estrutura financeira que passou praticamente despercebida no lançamento do programa. A medida provisória autoriza a operação das compras de dívidas por meio de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios, os FIDCs, com a própria União participando como cotista.
O governo reservou até 15 bilhões de reais para adquirir carteiras inadimplidas, com deságio mínimo de 90%. Parte desses recursos poderá, em vez de ser usada em compras diretas, ser aportada em fundos que assumam as carteiras. Caixa e Banco do Brasil estão entre as instituições que poderão participar da operacionalização.
O tamanho e, principalmente, a estrutura desses FIDCs ainda não foram detalhados. A MP e as explicações divulgadas pelo governo não informam se a União será a única cotista, se investidores privados poderão participar nem qual classe de cotas ficará com o poder público.
É uma definição relevante porque FIDCs podem ser estruturados com diferentes classes de cotas e graus de subordinação, distribuindo de maneiras distintas as perdas de uma carteira inadimplida. Portanto, a configuração do fundo determinará não apenas quem colocará dinheiro na operação, mas também quem ficará mais exposto caso a recuperação das dívidas seja inferior ao esperado.
Até agora, o governo informou apenas que a operacionalização poderá ocorrer por meio de FIDCs dos quais a União participe como cotista. O chamamento aos credores está previsto para novembro, com entrega de propostas em dezembro, homologação em janeiro e início das operações em fevereiro de 2027.
https://veja.abril.com.br/economia/desenrola-abre-caminho-para-fidc-bilionario-com-dinheiro-da-uniao/
O governo reservou até 15 bilhões de reais para adquirir carteiras inadimplidas, com deságio mínimo de 90%. Parte desses recursos poderá, em vez de ser usada em compras diretas, ser aportada em fundos que assumam as carteiras. Caixa e Banco do Brasil estão entre as instituições que poderão participar da operacionalização.
O tamanho e, principalmente, a estrutura desses FIDCs ainda não foram detalhados. A MP e as explicações divulgadas pelo governo não informam se a União será a única cotista, se investidores privados poderão participar nem qual classe de cotas ficará com o poder público.
É uma definição relevante porque FIDCs podem ser estruturados com diferentes classes de cotas e graus de subordinação, distribuindo de maneiras distintas as perdas de uma carteira inadimplida. Portanto, a configuração do fundo determinará não apenas quem colocará dinheiro na operação, mas também quem ficará mais exposto caso a recuperação das dívidas seja inferior ao esperado.
Até agora, o governo informou apenas que a operacionalização poderá ocorrer por meio de FIDCs dos quais a União participe como cotista. O chamamento aos credores está previsto para novembro, com entrega de propostas em dezembro, homologação em janeiro e início das operações em fevereiro de 2027.
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