
O pacote de medidas compensatórias ao IOF, com parte das medidas divulgadas na noite deste domingo (08), deverá incluir incidência do tributo sobre os Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC). A assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda informou nesta segunda (09), contudo, que será preciso aguardar a reunião do ministro Fernando Haddad com o presidente Luis Inácio Lula da Silva, a qual pode ocorrer “provavelmente” nesta terça-feira (10), para que os detalhes sejam conhecidos.
Segundo a Warren Investimentos, a tributação das aplicações financeiras (inclusive títulos públicos, fundos, renda fixa em geral, renda variável, imobiliário etc.) passará da atual tabela progressiva (de 15% a 22,5%) para uma alíquota única de 17,5%. Os FIDCs entram nessa categoria, informa Felipe Salto, economista chefe da Warren.
Gestores desse tipo de fundos comentaram que a tributação adicional pode reduzir a rentabilidade e desestimular o investimento. Os FIDCs têm crescido rapidamente em anos recentes como alternativa para tomada de crédito, sobretudo para empresas de médio porte em um contexto de juros altos e consequente aperto de cintos pelos bancos.
“Ainda não está claro como se dará a incidência da alíquota mínima de IOF nos FIDCs, mas a preocupação inicial é que a medida possa afetar a atratividade desses investimento”, disse Pedro Da Matta, Ceo da Audax Capital. “A medida reforça a percepção de maior intervenção estatal no mercado de crédito, o que pode gerar cautela nos investidores”, acrescenta.
Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, disse que esse tipo de fundo tem sido veículo essencial para financiar setores estratégicos, como infraestrutura e agronegócio, e a imposição de uma alíquota mínima cria incertezas que afetam diretamente a previsibilidade de fluxo de caixa e a atratividade para investidores.
“A medida pode prejudicar o desenvolvimento de um mercado que é crucial para a economia real. O governo deveria priorizar a modernização do ambiente regulatório, em vez de adotar medidas que desestimulam o crédito privado”, continua Lima.
Outros gestores consultados pela Capital Aberto informaram aguardar a Medida Provisória (MP) que será publicada pelo governo para manifestar-se.
Na noite deste domingo Haddad informou novas medidas que ainda serão debatidas no Congresso relacionadas ao IOF. Com isso, haverá efeito sobre o mercado de capitais: LCA e LCI, por exemplo, terão incidência de 5% de IR, informou o ministro.
https://capitalaberto.com.br/regulamentacao/gestores-temem-reflexos-do-iof-no-crescimento-do-fidc/
Segundo a Warren Investimentos, a tributação das aplicações financeiras (inclusive títulos públicos, fundos, renda fixa em geral, renda variável, imobiliário etc.) passará da atual tabela progressiva (de 15% a 22,5%) para uma alíquota única de 17,5%. Os FIDCs entram nessa categoria, informa Felipe Salto, economista chefe da Warren.
Gestores desse tipo de fundos comentaram que a tributação adicional pode reduzir a rentabilidade e desestimular o investimento. Os FIDCs têm crescido rapidamente em anos recentes como alternativa para tomada de crédito, sobretudo para empresas de médio porte em um contexto de juros altos e consequente aperto de cintos pelos bancos.
“Ainda não está claro como se dará a incidência da alíquota mínima de IOF nos FIDCs, mas a preocupação inicial é que a medida possa afetar a atratividade desses investimento”, disse Pedro Da Matta, Ceo da Audax Capital. “A medida reforça a percepção de maior intervenção estatal no mercado de crédito, o que pode gerar cautela nos investidores”, acrescenta.
Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, disse que esse tipo de fundo tem sido veículo essencial para financiar setores estratégicos, como infraestrutura e agronegócio, e a imposição de uma alíquota mínima cria incertezas que afetam diretamente a previsibilidade de fluxo de caixa e a atratividade para investidores.
“A medida pode prejudicar o desenvolvimento de um mercado que é crucial para a economia real. O governo deveria priorizar a modernização do ambiente regulatório, em vez de adotar medidas que desestimulam o crédito privado”, continua Lima.
Outros gestores consultados pela Capital Aberto informaram aguardar a Medida Provisória (MP) que será publicada pelo governo para manifestar-se.
Na noite deste domingo Haddad informou novas medidas que ainda serão debatidas no Congresso relacionadas ao IOF. Com isso, haverá efeito sobre o mercado de capitais: LCA e LCI, por exemplo, terão incidência de 5% de IR, informou o ministro.
https://capitalaberto.com.br/regulamentacao/gestores-temem-reflexos-do-iof-no-crescimento-do-fidc/




