
A evolução da duplicata escritural no Brasil foi destaque em um painel recente sobre o futuro do crédito no país, reunindo especialistas para discutir os impactos da nova estrutura regulatória e operacional no acesso ao financiamento.
Ao abrir a discussão, Michael Aparecido de Oliveira, consultor de relacionamentos do Facebook, destacou que o objetivo do encontro era ir além da teoria e aproximar o tema da realidade das empresas.
“A ideia é não ficar só no informativo, mas trazer uma jornada mais prática, baseada na operação das empresas”, afirmou.
Do discurso à prática
Segundo ele, a nova regulamentação deve corrigir fragilidades históricas do mercado de duplicatas, especialmente relacionadas à segurança e à falta de padronização. “A norma traz uma redução de risco relevante e melhora um ativo que hoje ainda é visto como pouco seguro”, explicou.
O executivo ressaltou que a proposta da duplicata escritural não é apenas tecnológica, mas estrutural, com impacto direto na forma como o crédito é concedido no Brasil.
“Não é uma questão de dar mais trabalho, é uma mudança de processo. A gente precisa entender como isso vai transformar o panorama de crédito no país”, disse.
Mais transparência, mais crédito
Na avaliação dele, a criação de um ecossistema mais centralizado e transparente tende a aumentar a confiança dos agentes financeiros. “Com mais informação e mais visibilidade sobre as operações, o mercado ganha segurança, e isso é fundamental para destravar crédito”, pontuou.
No entanto, a discussão também reforçou o potencial ainda pouco explorado desse mercado. Hoje, apenas uma fração das duplicatas emitidas é utilizada como instrumento de financiamento, cenário que pode mudar com o avanço da nova estrutura.
Como funciona
Na sequência, Izaias Miguel, co-CEO da V360, aprofundou o tema ao apresentar, de forma prática, como funcionará a jornada da duplicata escritural dentro das empresas.
Segundo ele, a mudança impacta diretamente a rotina financeira das companhias, exigindo mais controle e organização dos processos.
“A gente não está falando só de um documento, mas de todo um fluxo que envolve captura, validação e acompanhamento das informações ao longo do ciclo de pagamento”, explicou.
Izaias detalhou que, no novo modelo, o processo começa com o registro da duplicata pelo fornecedor, seguido da notificação ao pagador, que terá prazo para validar ou contestar a informação.
“A partir desse momento, esse título pode ser utilizado em operações de crédito com bancos ou fundos, o que amplia as possibilidades de financiamento”, afirmou.
Segurança e redução de risco
Um dos principais avanços, segundo ele, está na unicidade dos registros. “Você garante que aquela duplicata é única, válida e não está sendo usada em outra operação. Isso reduz risco e traz mais segurança para todo o mercado”, disse.
Com esse nível de controle, espera-se que isso também impacte o custo do crédito.Além disso, a maior previsibilidade e transparência tendem a reduzir o risco percebido pelos financiadores, abrindo espaço para taxas mais competitivas.
Desafios na adaptação
O tema ganha ainda mais relevância diante das dificuldades enfrentadas por empresas, principalmente de menor porte, no acesso ao crédito. Nesse contexto, a duplicata escritural surge como uma alternativa para ampliar o financiamento com base em ativos já existentes, os recebíveis.
Por outro lado, os especialistas alertaram que a transição exigirá adaptação das empresas, tanto em termos operacionais quanto culturais.
“Não é só uma mudança regulatória. As empresas vão precisar revisar processos e se preparar para essa nova dinâmica”, destacou Izaias.
Por fim, com a implementação completa prevista para os próximos anos, a duplicata escritural deve consolidar um novo padrão no mercado de crédito brasileiro. No entanto, marcado por mais transparência, segurança e eficiência.
https://bpmoney.com.br/noticias/duplicata-escritural-avanca-e-promete-destravar-credito-para-empresas-no-brasil/
Ao abrir a discussão, Michael Aparecido de Oliveira, consultor de relacionamentos do Facebook, destacou que o objetivo do encontro era ir além da teoria e aproximar o tema da realidade das empresas.
“A ideia é não ficar só no informativo, mas trazer uma jornada mais prática, baseada na operação das empresas”, afirmou.
Do discurso à prática
Segundo ele, a nova regulamentação deve corrigir fragilidades históricas do mercado de duplicatas, especialmente relacionadas à segurança e à falta de padronização. “A norma traz uma redução de risco relevante e melhora um ativo que hoje ainda é visto como pouco seguro”, explicou.
O executivo ressaltou que a proposta da duplicata escritural não é apenas tecnológica, mas estrutural, com impacto direto na forma como o crédito é concedido no Brasil.
“Não é uma questão de dar mais trabalho, é uma mudança de processo. A gente precisa entender como isso vai transformar o panorama de crédito no país”, disse.
Mais transparência, mais crédito
Na avaliação dele, a criação de um ecossistema mais centralizado e transparente tende a aumentar a confiança dos agentes financeiros. “Com mais informação e mais visibilidade sobre as operações, o mercado ganha segurança, e isso é fundamental para destravar crédito”, pontuou.
No entanto, a discussão também reforçou o potencial ainda pouco explorado desse mercado. Hoje, apenas uma fração das duplicatas emitidas é utilizada como instrumento de financiamento, cenário que pode mudar com o avanço da nova estrutura.
Como funciona
Na sequência, Izaias Miguel, co-CEO da V360, aprofundou o tema ao apresentar, de forma prática, como funcionará a jornada da duplicata escritural dentro das empresas.
Segundo ele, a mudança impacta diretamente a rotina financeira das companhias, exigindo mais controle e organização dos processos.
“A gente não está falando só de um documento, mas de todo um fluxo que envolve captura, validação e acompanhamento das informações ao longo do ciclo de pagamento”, explicou.
Izaias detalhou que, no novo modelo, o processo começa com o registro da duplicata pelo fornecedor, seguido da notificação ao pagador, que terá prazo para validar ou contestar a informação.
“A partir desse momento, esse título pode ser utilizado em operações de crédito com bancos ou fundos, o que amplia as possibilidades de financiamento”, afirmou.
Segurança e redução de risco
Um dos principais avanços, segundo ele, está na unicidade dos registros. “Você garante que aquela duplicata é única, válida e não está sendo usada em outra operação. Isso reduz risco e traz mais segurança para todo o mercado”, disse.
Com esse nível de controle, espera-se que isso também impacte o custo do crédito.Além disso, a maior previsibilidade e transparência tendem a reduzir o risco percebido pelos financiadores, abrindo espaço para taxas mais competitivas.
Desafios na adaptação
O tema ganha ainda mais relevância diante das dificuldades enfrentadas por empresas, principalmente de menor porte, no acesso ao crédito. Nesse contexto, a duplicata escritural surge como uma alternativa para ampliar o financiamento com base em ativos já existentes, os recebíveis.
Por outro lado, os especialistas alertaram que a transição exigirá adaptação das empresas, tanto em termos operacionais quanto culturais.
“Não é só uma mudança regulatória. As empresas vão precisar revisar processos e se preparar para essa nova dinâmica”, destacou Izaias.
Por fim, com a implementação completa prevista para os próximos anos, a duplicata escritural deve consolidar um novo padrão no mercado de crédito brasileiro. No entanto, marcado por mais transparência, segurança e eficiência.
https://bpmoney.com.br/noticias/duplicata-escritural-avanca-e-promete-destravar-credito-para-empresas-no-brasil/




