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Quick Soft compra RGBtec de olho nas duplicatas escriturais

A Quick Soft, fintech que oferece tecnologia para o mercado de antecipação de recebíveis e crédito estruturado, anunciou nesta quarta-feira (15/7) a aquisição da RGBtec, fornecedora de sistema de gestão empresarial (ERP) para Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), securitizadoras e factorings. A compra, que não teve o valor revelado, ocorre em meio à preparação do mercado para a duplicata escritural. 

Esta é a segunda aquisição da Quick Soft em menos de 60 dias. Em maio, a companhia adquiriu a Finanblue, também especializada em sistemas para o mercado de recebíveis.

“A questão da duplicata escritural não acelerou a aquisição. Mas, de fato, este é um momento muito decisivo para o mercado. Quando olhamos para o segmento de FIDCs, factorings e securitizadoras, que já opera duplicatas no formato digital, é para ele que oferecemos a tecnologia”, diz Lucas Fiuza, co-CEO da Quick Soft, ao Finsiders Brasil.

A Quick Soft oferece software de ERP e de formalização para a indústria de antecipação de recebíveis. Além disso, desenvolve soluções para gestão, formalização, registro e escrituração de operações. Esse é o mesmo segmento em que atuam a RGBtec e a Finanblue, recentemente adquiridas. Segundo a companhia, a estratégia é ampliar a presença em praças estratégicas. Ao mesmo tempo, busca reforçar a capacidade de atender diferentes perfis de clientes no mercado de recebíveis.

Metas no radar

Combinadas, as plataformas do grupo superam R$ 400 bilhões em volume transacionado por ano. A meta da Quick Soft é atingir R$ 1 trilhão até 2030. Já para este ano, a companhia projeta um crescimento de 50%, considerando as aquisições e a expansãoorgânica da operação. 

Em 2027, a expectativa é superar R$ 100 milhões em receita. Além disso, a empresa espera alcançar margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) acima de 35%.

Esse mercado deve ser impulsionado com a chegada da duplicata escritural. A modalidade tem potencial para movimentar mais de R$ 11 trilhões. Além disso, envolve mais de 50 mil empresas cedentes de recebíveis e mais de 3 milhões de sacados.

A Quick Soft, inclusive, é uma das cinco empresas que declararam prontidão para as duplicatas escriturais, ao lado de Núclea, Cerc, B3 e SPC Grafeno. No entanto, a companhia participou apenas do segundo ciclo de testes. Agora, deve entrar na produção assistida após o encerramento dessa etapa, previsto para setembro. 

“Há duas camadas: a questão da adaptação regulatória, mas também o objetivo de entregar tudo da forma mais transparente possível. Estamos nos organizando para fazer investimentos de cifra bem alta e conversando com investidores”, explica o co-CEO da Quick Soft.

Em paralelo à estratégia de aquisições, a empresa discute um plano de investimento de R$ 50 milhões para sua escrituradora e registradora de duplicatas escriturais. De acordo com a companhia, a integração da escrituradora à suíte da Quick Soft permitirá atender o mercado de FIDCs com uma transição simples. Assim, não será necessário alterar a jornada dos clientes.

A estratégia de crescimento por M&A ainda deve continuar. Embora o foco, neste momento, seja a integração após as duas aquisições recentes, a companhia mantém o apetite por novas compras. Atualmente, pelo menos três empresas estão em conversas iniciais.

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